Conhecimento e Inovação

Compartilharemos aqui práticas, técnicas, conceitos e experiências acerca da Gestão do Conhecimento e Inovação gerando Valor às organizações.
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domingo, 22 de maio de 2011

Prática para Educação Corporativa 04: Executando e monitorando

Olá!

Nesta etapa, estão concentradas as ações de realização e de acompanhamento dos resultados da solução de aprendizagem. Seja ela formal, informal, presencial ou à distância, a gestão de EC atua diretamente neste momento.

Dependendo da estratégia orçamentária da área, opta-se por contratação de parcerias especializadas ou a realização com a equipe "da casa". Cada uma destas escolhas, tem seus benefícios e limitações. Contudo, isto precisa ser muito bem analisado pela EC da organização, a fim de contemplar o máximo de suporte à estratégia e respeito aos limites de budget cada vez maiores.


Na realização das ações via consultoria especializada, adquire-se o know-how, têm-se a possibilidade de comparação com outras empresas e neutralidade da equipe de EC interna em caso de temas que impactem em fortes mudanças de comportamento organizacional. Mas traz o risco de dependência da consultoria contratada, possibilidade de baixa transferência de know-how para multiplicação do conhecimento internamente e é claro, o consumo direto de orçamento.

Assim, tendo uma gestão mais conservadora, vê-se que para conhecimentos do core business organizacional, esta ação deve priorizar o desenvolvimento interno, contendo a pesquisa, envolvimento de especialistas, formação de facilitadores, gestão de conteúdo, etc. Para isso, a equipe de EC deve ser altamente focada em benchmarking, visitas a congressos, seminários e a organização deve seguir fortemente incentivando a inovação, para garantir o máximo de atualização do conhecimento. Isto ajudará o gestor de EC a concentrar seu orçamento na realização de contratação de parcerias focadas em conhecimentos de apoio ao negócio, com menor risco de perda ou dependência tecnológica.

Para o acompanhamento dos resultados, é fundamental uma análise do fluxo do processo do conhecimento foco da ação de aprendizagem, a fim de identificar quais os resultados, os produtos finais, os outputs gerados no processo em que este conhecimento está presente. Assim, nem sempre indicadores de esforço são os ideais, como horas de treinamento, avaliações diretas, etc. É preciso fazer uma análise de quantificação e qualificação em um diagrama de contexto de gestão de processos, outra disciplina fundamental para a área de Educação Corporativa em uma organização.

Forte abraço.

domingo, 5 de setembro de 2010

Você é criativo?

Olá!

Pense um pouco na pergunta título deste post!...



Procure perceber a sensação que teve ao respondê-la...


Como foi?


Certas pessoas ficam calmas, mas se você, por algum momento relutou em responder um sonoro "sim", fique tranquilo! Você faz parte de  um grupo que por algum momento na vida, aprendeu a criar "bloqueios" (falaremos sobre isso em seguida) para a criatividade.

A criação é divina! Formar, moldar, conceber, criar, ... são verbos da ação mais fabulosa da existência. Aliás, criar é a mais pura forma de dar existência.
Sendo esta uma ação tão nobre, por vezes ficamos totalmente contemplativos quando encontramos criação que passamos a considerar bela, genuína e que nos inspire alguma sensação. Muitos são os nomes de artistas, criadores de peças, monumentos, feitos, que passam a fazer até parte de nossas vidas, seja em um quadro pendurado na parede, uma obra de arte na estante ou sobre a mesa, ou até mesmo, um texto com significado tão forte, que você quis emoldurá-lo e divulgá-lo no seu ambiente...

Por este motivo, criar tem tanta importancia à existência humana. Creio que nos mostra o quanto divinos fomos criados, o quão belo é o presente que recebemos do nosso Criador, o dom de criar!

Acredito que criar é um dom, é um presente que todos recebemos. Creio também que é um sopro que recebemos ao vermos a primeira luz.

Aprendi que um presente tem importância, tem significado. Assim, precisamos cuidar bem dele. Ampliar seu valor. Isso, é coisa de presente!

Mas, afinal, por que é tão dificil considerar-se criativo?

Tentarei explicar aqui através do que chamei de "lei dos bloqueios", que são condições limitantes à criatividade, como: o uso do "não", o medo que paralisa, a insegurança, dentre alguns outros ingredientes "nocivos" à criatividade.
De alguma forma, todos nós desde a nossa mais tenra idade, fomos expostos a diferentes doses destes ingredientes, que agem como a criptonita para o super-homem, tirando a energia vital do criar.
Houve um tempo, em que nas escolas, professores com pouco preparo, acabavam erroneamente contribuindo com estes limitantes, quando pronunciavam o "não" de forma enfática e definitiva, frente aos erros de seus alunos. Tenho certeza de que você se lembra de algum fato parecido que possa ter acontecido contigo ou com colega seu. A exposição do erro de uma pessoa diante de um grupo é um grande limitante, pois esta, passa a ter bloqueios e a impedir que o fluxo criativo aconteça.
Os pais, nexte contexto, passam a ter papel fundamental para o desenvolvimento da energia criativa. Muitos, sem perceber, estão bloqueando fortemente a criatividade de seus filhos: as regras, o rigor hierarquico em casa, punições, sarros, favoritismos, são alguns elementos cerceadores de impulso criativo. Aliás, todo o conjunto de regras, já é um limitante. Neste cenário, os dogmas religiosos, os fundamentos e crenças, podem atuar como bloqueadores sociais e impedir o avanço das idéias, pois estas passam a ser julgadas pelo crivo de um coletivo, que nem sempre aprova, ou apenas limita a existência de criações parecidas.

Trouxe abaixo, algumas dicas que aprendi e que de alguma forma podem ajudar a estimular a sua criatividade:

  1. Lembre-se: todo mundo é criativo, inclusive você!
  2. Aprenda a rir de si mesmo. Permita-se!
  3. Evite o uso do "não". Frases como "não posso...", "não consigo..." ou "não sei...". Inclua o prefixo "ainda" antes de cada uma e veja como fica melhor: "ainda não sei...". Desta forma, a frase bloequadora passa a ser uma meta a ser atingida e não como um mais um bloqueio.
  4. Quando alguém vier te contar uma idéia que teve, pare e ouça com atenção! Lembre-se: a atenção é uma ação doadora, e não tomadora! Primeiro você dá atenção para receber mais. Não dá para ficar cobrando atenção se você dá pouco. 
  5. Rir da idéia de alguém também traz bloqueios ao criador da idéia. Ouça com atenção e divirta-se com o fluxo criativo. Ele tem que trazer a energia positiva em forma de bom humor, nunca de sarro ou zombaria.
  6. Sobre o medo de criar: lembre-se de que coragem não é ausência de medo. O corajoso consegue controlar seus medos, conhece o que pode realizar. Aprenda a conhecer a si mesmo. Busque novos limites. Lembre-se: os limites atuais você já tem! Procure novas metas.
  7. Mente aberta é outro fator importante. Lembre-se de que a mente é como um páraquedas, só funciona quando aberto! Sempre há um jeito diferente de se fazer o que se faz atualmente. E é aí que mora a diversão da criação. A roda do conhecimento sempre pode girar mais um pouquinho, e, que legal seria se você ajudasse a empurrá-la para frente!
  8. Permita-se errar! O erro é um grande professor. Aprender com o erro próprio ou dos outros é muito importante para o processo criativo. Adquirir novos conhecimentos faz com que o artista use novas técnicas para conceber sua obra e torná-la ainda mais completa. E, lembre-se, ela deve ser completa na alma do artista, pois, para ele todas as suas obras são únicas e divinas. Esqueça o julgamento alheio, pois a obra é sua! É sua expressão de criação! Contemple-a e agradeça por ter podido contribuir com o seu presente.
  9. Deixe fluir! Creio no impulso criativo como uma energia que percorre toda a alma. Essa energia tem o poder de mover a concepção, de emanar a força divina da criação. Completa a ligação entre criatividade e criador.
  10. Pergunte-se sempre: "por que não?". Quando vier a dúvida, quando você pensar que não pode, que não consegue, que não sabe, pergunte-se: por que não? Pergunte isso a si mesmo quantas vezes for necessário, até que você se convença de que é possível, fazer de alguma forma, porque dá! Acredite! Lembre-se de que só não se dá jeito para a morte! Enquanto há vida, há esperança.
Finalizando, existe um velho ditado que diz, que a diferença entre o remédio e o veneno, é a dose. Ou seja, a essência está no equilíbrio. Os exageros, os excessos geralmente trazem os problemas. Busque o equilíbrio sempre!
    Delicie-se com sua criação! Contemple e curta o presente que Deus lhe deu!

    Se você quiser, ajude-me a aumentar esta lista de dicas e inclua as suas nos seus comentários.

    Abraços.

    quarta-feira, 18 de agosto de 2010

    Dicas para estimular a troca de conhecimentos

    Olá

    Analisando o cotidiano corporativo, encontramos algumas barreiras para que o conhecimento seja compartilhado.
    Elenquei abaixo, algumas dicas que podem ajudar a incentivar a troca de conhecimentos na empresa:

    1. Liderança: aqui destaco que falo sobre liderança e não somente em ter líderes. Empresas que possuem bons líderes mas investem pouco em liderança, correm um sério risco = quando estes líderes saem, ficam sem referência. É preciso ter na organização, um sistema simples e completo de formação de liderança, voltado aos valores, orientando sucessão e direcionado ao mercado.
    2. Contexto: o ambiente é elemento fundamental para a troca de saberes. Quanto mais próximo do contexto da ação, mais fácil a aprendizagem e a fixação, sem contar o fato de que no contexto correto, torna-se muito melhor para buscar novos conhecimentos, para que o estimulo pelo novo, pela inovação aconteça naturalmente. O melhor lugar para compartilhar algo é no mesmo ambiente em que a ação acontece, por exemplo, diante da máquina, na visita ao cliente, etc. Lembrando que a situação tempo x espaço serve como a moldura para o contexto.
    3. Promova a notoridade: incentive a participação em espaços de troca de saberes, salas de treinamento, por exemplo, apoiando a divulgação dos nomes daqueles que realizam o compartilhar, principalmente se esta ação for espontânea. Ajude estas pessoas a aumentar sua visibilidade corporativa. Quem compartilha passa a ser referência.
    4. Resultados: construa um modelo de controle de resultados obtidos com a troca de conhecimentos, como, redução de retrabalho, melhorias implementadas x ganhos, aumento de receitas, etc. Faça a troca tornar-se parte do corpo de ativos da organização. Mostre o quanto a área, as pessoas, a comunidade, a empresa, etc, estão ganhando com os conhecimentos compartilhados.
    5. Redes Sociais: possuir uma mínima estrutura de trabalho virtual, como espaço para blogs, foruns de discussão, post de imagens, audio e vídeo, FAQs, etc. enriquece, e muito, a agilidade para a troca plena destes saberes. Muito importante é ter ferramentas e alguns mecanismos de ativação e moderação para filtrar e dar uso ao conhecimento trocado.
    Bom, se você utiliza alguma prática e quer aumentar esta lista, fique à vontade para incluir nos comentários deste blog.

    Abraços.

    sábado, 7 de agosto de 2010

    Uma prosa sobre redes sociais...

    Olá amigos!

    Hoje quero compartilhar alguns fatos interessantes que descobri acerca das redes sociais. Fatos estes, que podem ter alto impacto, seja na nossa forma de compartilhar, comprar, interagir ou até mesmo, trabalhar...

    Usuários do Facebook têm cerca de 130 amigos.
    Agora, imagine o tamanho da PG (progressão geométrica) de um post escrito por você nesta rede! Se cada pessoa tem outras 130 e vê os rastros (posts, acessos, links, etc) deixados por todos de sua própria rede. Isto significa uma interação incrível com a tua vida! Caso você queira aproveitar como oportunidade, imagine quantas pessoas podem estar transmitindo opiniões ou compartilhando com outras, sobre teus produtos/serviços... É sem dúvida, uma praça virtual formidável!

    Twitter recebe 300 mil novos usuários por dia.
    Somando-se ao fato de que até o momento, o Twitter possui mais de 110 milhões de usuários, dá para tentar imaginar o tamanho do domínio público que uma "twittada" possui. Você encontrará nesta ferramenta, formas para compartilhar seus conhecimentos com usuários de todo o planeta. Basta conseguir a façanha de ter alguns de teus seguidores que tenham outros milhares de seguidores em sua conta. Cada post passa a circular de forma inimaginável pelo sistema. Eu, particularmente uso para postar fatos interessantes que aprendo sobre liderança ou sobre gestão do conhecimento. Assim registro o que aprendo, compartilho com aqueles que me seguem...


    Há mais de 70 milhões de usuários no Linkedin
    Se você acrescentar a este, o fato de que hoje, estes usuários vêm de mais de 200 países e que 80% das empresas utilizam esta ferramenta como forma de recrutamento, eu te pergunto: o que você ainda está esperando? Caso ainda não esteja lá... Nesta ferramenta, você mostra-se como profissional, indica personagens de sua atuação na carreira, participa de foruns de discussão com outros interessados nos mesmos assuntos profissionais que você, e é claro, passa a ser visto internacionalmente. Quer aprender o que é networking? Recomendo-lhe que esteja no linkedin. Ah, sem contar o fato também que você pode ligar seus posts to twitter e do facebook, mostrando assim a toda a tua rede, como é a tua atividade virtual ou profissional. Só para aguçar um pouquinho mais a tua vontade: 1 novo usuário a cada segundo, conecta-se ao linkedin!

    O Youtube recebe mais de 2 bilhões de espectadores por dia
    É dificil de imaginar o quanto este número representa, ainda mais considerando que o Youtube está disponível em 12 línguas. Possuir uma conta e publicar seus vídeos, pode te transformar em uma grande celebridade interplanetária. Levando em consideração somente a chance de mostrar seu talento, você pode compartilhar seus conhecimentos, e ser visto por pessoas que estão em busca destes conhecimentos. Lembre-se de que as pessoas além de assistir o vídeo ainda podem indicá-lo às suas respectivas redes no Facebook, Twitter e Linkedin... Já pensou na visibilidade? Compartilhando algo que as pessoas precisem, você pode encontrar sua oportunidade de carreira, pense nisso! Hoje em dia, qualquer celular básico, faz filmes curtos, com algum capricho maior, você pode capturar seus vídeos em casa e postar dicas, orientações sobre como resolver determinados problemas, mensagens motivacionais, etc. Use a criatividade!

    77% dos usuários de internet leem blogs.
    Este número é fantástico! Acredito que uma grande oportunidade para você contar o que sabe está aqui. Publique! Escreva! Compartilhe seus conhecimentos. Ferramentas para publicação em blogs estão disponíveis facilmente e mesmo os mais leigos em programação, como eu, podem compartilhar o que sabem ou iniciar discussões sobre temas específicos. Creio que nesta ação esta a chance de construir uma obra bacana e, ainda contar com a colaboração de seus seguidores.


    Estas análises fiz pensando no poder da comunicação e da colaboração. Liderança começa por liderar a si mesmo!
    Agora te pergunto: como você está liderando a tua rede?

    Abraços.

    Rodrigo
    Mais fatos sobre redes sociais, acesse http://www.gilgiardelli.com.br/blog/2010/07/29/54-fatos-sobre-as-midias-sociais/

    terça-feira, 27 de julho de 2010

    Next Practices

    Olá!

    Competitive edge, ou vantagem sobre concorrentes, há muito tempo toma boa parte da pauta de executivos ao redor do planeta.
    Podemos refletir como a gestão do conhecimento pode ser um valioso instrumento para esta finalidade corporativa?
    Uma das formas, pode ser coordenando a troca de boas práticas, ou seja, ampliar os ganhos obtidos com determinadas ações e que, se organizadas e sistematizadas em um modelo colaborativo, podem potencializar os ganhos.
    Muito se tem falado sobre troca de boas práticas. Se a organização já consegue fazer isso com certa regularidade e com uma mínima governança, já é motivo de análise de ganhos certos. Estes ganhos podem ser refletidos desde os financeiros, como redução sistemática de retrabalho, de despesas operacionais, de perdas de tempo, ou aumentos de vendas, ganhos de mercado; ou ganhos não financeiros, como melhora de clima organizacional, desenvolvimento de competências, reputação no mercado, etc.
    Os gestores do conhecimento precisam ser hábeis para mensurar o retorno e demonstrar facilmente, na linguagem que qualquer acionista entende, ou seja, na última linha do DRE, do que estamos falando.
    Quer um indicador para saber se sua empresa ou área já é considerada como uma "melhor prática"? É simples, quantas vezes vocês foram contatos para receberem visitas de benchmarking? Quanto mais vocês forem acionados, mais o externo está te visualizando, isto é bom... parece que por um momento, sim. Lembre-se que ao ser visitado por outros, a partir deste momento, você vira referência, ou seja, também passa a ser copiado. E aquilo que era uma boa prática, em algum tempo, passa a ser a mesma prática de outros, pelo menos de todos aqueles que te tiveram como referência em algum momento... e isso é um risco!
    Assim, recomendo que tenha em seu projeto de gestão do conhecimento, não somente um trabalho de Best Practices, melhores práticas, mas como dizia o mestre Prahalad, é preciso ter um programa de Next Practices, ou gerador de próximas práticas. É preciso ter comunidades de prática focadas na inovação, na busca constante de geração de conhecimentos diferenciadores no mercado.
    Pergunte na sua área ou organização: o que fazemos hoje que é diferenciado no mercado em que atuamos? As respostas que você encontrar podem te nortear a ter programas de Best ou de Next Practices.

    Analise como você e sua empresa estão e deixe-me saber.

    Abraços.

    sábado, 24 de julho de 2010

    Dicas para Retenção de Conhecimentos na equipe

    Olá

    Um grande desafio dos gestores de equipes é manter o conhecimento na área de trabalho. Em tratando-se de conhecimentos, este é de propriedade das pessoas e não da organização, portanto, manter o estes saberes na área apresenta-se como um importante objetivo de bons líderes.
    Algumas dicas podem ajudar neste processo:

    1. Alimentar o ambiente criativo: em um local de trabalho onde as pessoas se sentem à vontade para errar, também se sentirão à vontade para compartilhar o que aprenderam, e portanto, neste momento, o caminho das pedras aparece. Para isso, o líder deve aprender a evitar o uso do "não", a ouvir atentamente as propostas dos colaboradores, a reconhecer bons feitos e, acima de tudo, ele ser o exemplo de compartilhar sempre o que sabe, participando ativamente do processo de criação e desenvolvimento de ideias.
    2. Mantenha um cronograma detalhado e compartilhado de atividades: metodologias de gestão de projetos podem ajudar, e muito, neste momento: a ferramenta do cronograma, quando bem utilizada pode ser um ótimo instrumento de retenção de saberes. Quando as atividades de projetos e programas existentes na área, são documentadas em um cronograma (planilha ou MsProject, por exemplo), estas podem ser muito uteis em momentos de transição de pessoa responsável e de orientações aos demais da equipe. Oriente para que descrevam as atividades previstas, sempre de modo claro e detalhado, pois isso o ajudará no futuro, ou a formar um novo integrante da equipe, ou na pior das hipóteses, na falta da pessoa responsável pela atividade, aquela que assume, somente precisa ler e acompanhar as atividades previstas, pois todas estarão com datas de início e término previstos.
    3. Mantenha um mapa de processos da sua área sempre atualizado: metodologias de gestão de processos, também são muito uteis neste momento. Um diagrama de contexto, por exemplo, que apresenta os fluxos de um processo, etapa a etapa, através de uma representação gráfica, onde todas as demais áreas envolvidas são também representadas, passa a ser um importante documento de retenção de conhecimentos. Qualquer novato, ou mesmo membro atuante da equipe, sabendo interpretá-lo, pode entender os impactos que uma decisão tomada na área pode gerar em outras áreas. O papel do lider, neste momento, é de capacitar e incentivar a constante atualização deste mapa.
    4. Ferramentas de compartilhamento: o uso de blogs, microblogs, foruns, FAQs, são ótimos aliados para manter o conhecimento na área. Incentivar o registro e troca de práticas, para que estas fiquem à disposição de todos, sob a forma de reconhecer e validar o conhecimento, ajuda muito. O lider deve ser seguidor atuante dos blogs dos colaboradores, para que estes se sintam sempre impelidos a escrever o melhor e aprimorar ainda mais seus conhecimentos sobre o assunto. Sem contar o fato de que ao segui-los, o lider dá o exemplo de uso e comentando ou adicionando mensagens, passa a integrar a rede de compartilhadores atuantes.
    5. Reuniões de Lições Aprendidas: esta prática é muito fácil de implantar e tem ótimos resultados. Sempre ao final de toda entrega contratada, reúna seu time de trabalho, por cerca de 45 minutos, e, em círculo, peça a todos que o ajudem a compor um painel com duas colunas iniciais: a primeira, "O que fizemos bem", nesta liste tudo o que disserem sobre os pontos fortes da ação, sobre o que deu certo, sobre o que deveríamos continuar fazendo sempre; a outra, "O que devemos melhorar", nesta peça para listarem tudo o que não saiu total ou parcialmente como deveria, tudo o que aconteceu sem ser previsto no planejamento, tudo o que poderia aumentar a eficiencia da entrega. Após isso, componham um Plano de Ação, para reforçar os itens poderosos e evitar os itens a melhorar. Esta prática ajuda a todos, ter visão do todo criando um ambiente de visão compartilhada, onde acertamos juntos e aprendemos juntos.


    Agora, teste  pelo menos uma destas dicas e me conte como foi.

    Abraços.

    domingo, 2 de maio de 2010

    Como você aprende?

    Hi there!

    Você já parou para pensar como as pessoas são diferentes? Como existem pessoas que tem grande facilidade em aprender determinados assuntos e outras não?
    Este apresenta-se como um importante desafio aos professores ou aos disseminadores de conhecimento. Pois é, um pesquisador, chamado David Kolb, no ano de 1970, desenvolveu um modelo, o ELM (Experiential Learning Model), que apresenta os estilos de aprendizagem em quatro categorias:
    - Acomodador;
    - Divergente;
    - Convergente e;
    - Assimilador.

    Cada um destes possuem suas características distintas, como no quadro abaixo:



    Sabendo destas diferentes características, pode-se orientar o aprendizado de forma a ser mais prazeirosa e contributiva a todos os envolvidos.
    Encontrei um link contendo um teste (simples) de como você pode conhecer o teu estilo e até orientar as pessoas ao teu redor de como elas podem buscar melhores formas de aprender e de descobrir conhecimento: http://www.teiaportuguesa.com/fichaestiloaprendizagem.htm

    Buscar aumentar a biblioteca de conhecimentos, esse é o lema!

    Abraços.

    domingo, 18 de abril de 2010

    O Analfabetismo funcional e o Brasil

    Olá

    Há um assunto muito importante a ser considerado quando falamos em desenvolvimento de conhecimentos e fortalecimento do capital humano nas organizações. Aqui trataremos de Analfabetismo Funcional.
    Este, refere-se aqueles indivíduos que mesmo com a habilidade de decodificar minimamente as letras, frases, textos curtos, não consegue interpretar textos, ou de fazer operações matemáticas.
    Existem três níveis distintos de alfabetização funcional (wikipedia):
    • Nível 1, também conhecido como alfabetização rudimentar, concebe aqueles que apenas conseguem ler e compreender títulos de textos e frases curtas; e apesar de saber contar, têm dificuldades com a compreensão de números grandes e em fazer as operações aritméricas básicas.
    • Nível 2, também conhecido como alfabetização básica, concebe aqueles que conseguem ler textos curtos, mas só conseguem extrair informações esparsas no texto e não conseguem tirar uma conclusão a respeito do mesmo; e também conseguem entender números grandes, conseguem realizar as operações aritméticas básicas, entretanto sentem dificuldades quando é exigida uma maior quantidade de cálculos, ou em operações matemáticas mais complexas.
    • Nível 3, também conhecido como alfabetização plena, concebe aqueles que detêm pleno domínio da leitura, escrita, dos números e das operações matemáticas (das mais básicas às mais complexas).
    Segundo dados de 2005 do IBOPE, no Brasil o analfabetismo funcional atinge cerca de 68% da população (30% no nível 1 e 38% no nível 2). Somados esses 68% de analfabetos funcionais com os 7% da população que é totalmente analfabeta, resulta que 75% da população não possui o domínio pleno da leitura, da escrita e das operações matemáticas, ou seja, apenas 1 de cada 4 brasileiros (25% da população) são plenamente alfabetizadas, isto é, estão no nível 3 de alfabetização funcional.

    Ou seja, temos um grande e importante compromisso social a realizar. A cada solução de aprendizagem que elaboramos, cada modelo de compartilhamento e disseminação do conhecimento que construímos, estamos colaborando para a redução do grande hiato existente entre a formação e a necessidade de entrega de resultados em competências.

    Todos somos responsáveis por este indicador. Enganados estão aqueles que pregam que é missão exclusiva dos governos. Precisamos fortalecer a cultura de comunidade: a cultura de que somente seremos fortes se unidos estivermos. Somente teremos uma nação soberana, que valoriza seu conhecimento e consegue ter vantagem competitiva, quando todos contribuirmos para esta causa de formação educacional.

    Pense no que você está fazendo: no que está contribuindo para a causa do conhecimento da comunidade brasileira.

    É nossa responsabilidade.

    Abraços.

    domingo, 4 de abril de 2010

    Quem detém o conhecimento na empresa?

    Olá!


    Já imaginou quando conhecimento existe em uma organização? Pois é, existe um bocado!
    Agora imagine o quão importante é o papel de projetos de gestão do conhecimento para as organizações. Neste sentido, faz-se necessário atuar de forma a fomentar atitudes que incentivem que este conhecimento seja compartilhado, protegido e colocado em prática, para suportar a continuidade dos negócios.

    Como este conhecimento está basicamente nas pessoas, o papel da liderança é muito importante, pois deve ser o motor do exemplo das atitudes citadas acima. O que temos visto, é que empresas onde o conhecimento é tido como poder, em geral, é porque possuem chefes orientados à centralização, à não confiança e, isso só obstrui as passagens do conhecimento.
    Uma das formas de se conhecer quais os detentores do conhecimento na organização, é a realização de projetos focados em uma metodologia conhecida como ARO (Análise de Redes Organizacionais). Neste modelo, são mapeados quais os agentes (pessoas) são considerados como referências aos integrantes de uma rede dentro e fora de uma organização, como aquelas emque elas recorrem ao precisarem de alguma ajuda, ou apoio na solução de problemas específicos.
    Existem várias formas de mapeamento, como análises de log de e-mails, log de telefonemas e via questionários, onde através de perguntas simples e diretas, as pessoas são convidadas a apontar nomes daqueles em que procuram em determinados assuntos.
    Aí basta ao projetista de gestão do conhecimento, junto com a alta direção, escolherem quais os objetivos que devem ser mapeados, definir quais as melhores ferramentas disponíveis a este mapeamento para em seguida, por um modelo gráfico, representar como funciona e opera a rede de conhecimentos da organização.
    Abaixo, segue um exemplo da representação gráfica de uma rede organizacional. A partir dela, podemos realizar análises como:

    1- Nem sempre os eixos principais de uma rede, são os líderes de equipes, ou seja, a rede transcende o organograma formal da corporação;
    2- Podemos identificar aqueles detentores do conhecimento crítico e ainda simular o impacto de perda deste conhecimento para a rede. É possivel também identificar quais pessoas não detém este saber, para matricula-las em programas de compartilhamento de conhecimentos internos, a fim de aumentar os laços da rede.

    Desta forma, podemos começar um projeto de identificação de conhecedores dentro da empresa, e programar formas mais eficientes e eficazes de proteção e compartilhamento de conhecimentos.


    Até breve.

    terça-feira, 30 de março de 2010

    O Aprendizado Informal

    Hi there!


    Se você tem alguma dúvida em um programa, no Excel, por exemplo, recorre a um curso que fez via web, ou à apostila ou livro que possui no armário de casa...? Ou vira e pergunta ao colega ao lado?

    Se a tua resposta foi a segunda opção, fique tranquilo, você faz parte de um número significativo de pessoas nas organizações. As que realizam seu aprendizado pelo método informal.

    A este fenômeno, pesquisas apontam que cerca de 80% do aprendizado vem da forma informal, ou seja, pela conversa dos corredores, do bate papo com amigos, perguntado àquelas pessoas tidas por você como referências naquele certo tipo de conhecimento.

    O curioso é que a grande maioria das organizações no planeta, direciona mais de 80% dos recursos financeiros investindo em ações formais de capacitação. Cursos, eventos, workshops, são muito importantes, contudo precisam ter seus métodos revistos e atualizados frente a este novo desafio.

    Evento ruim, você se lembra de cada furo do teto, de onde estão os extintores de incêndio, mas quase nada do que foi tratado lá. O problema está no método.

    É preciso reinventar a maneira que ensinamos. O ambiente de comunidades de prática deve ser estimulado e energizado sempre. As pessoas gostam de interagir, de compartilhar,... é preciso que as lideranças inspirem este movimento revolucionário.

    As pessoas querem se conectar, querem e sabem com quem devem falar. Lembre-se: você não precisa saber de tudo, precisa saber o telefone de quem sabe!

    Abraços

    Rodrigo

    segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

    Hoje em dia temos tanta informação! Mas... como saber se é confiável?

    Olá!


    A cada dia, vemos a quantidade de informação disponível. Os ambientes virtuais aproximaram e estão constantemente nos deixando mais diante da grande janela mundial. Mas a pergunta que não quer calar: "será que é informação confiável?".

    Esta dúvida, com certeza é relevante, pois basta fazer um teste e digitar um termo qualquer em buscadores para ver o universo de itens encontrados imediatamente. Será que é tão simples assim achar o que se quer? Ou será que encontramos o que alguém quer que seja encontrado primeiro? Será que as melhores informações são as primeiras mesmo?

    Neste sentido, creio que aquele velho ditado: "diga-me com quem andas..." terá ainda mais importante neste cyberespaço. Os twitteiros, bloggeiros, e seus seguidores estarão a cada dia mais focados pelo que prefiro chamar de LASTRO DE CONFIANÇA.

    Este, será o "selo" invisível que certificará que aquilo que foi postado por alguém, realmente merece ser lido ou levado em conta, na formação de sua opinião ou conceito; que merece fazer parte do seu acervo de conhecimento. Isto sim, valerá muito!

    Por este motivo, fiquemos alertas! E, se você achar que o que acabo de escrever também é uma grande bobagem, fique à vontade para compor este conceito com o seu ponto de vista. Vamos juntos construir nosso lastro de confiança!

    Abraços.

    domingo, 29 de novembro de 2009

    Utilidade Pública: compartilhando para Segurança Pública

    Olá!

    Hi there!

    Hoje quero compartilhar com todos, uma inovação muito importante e interessante que conheci no mundo dos Wikis: o WIKICRIMES.

    Este espaço virtual foi concebido por uma equipe de pesquisadores brasileiros. Segundo estes, cerca de 60% dos crimes não são delatados oficialmente, ou seja, nem sequer viram boletins de ocorrência. Seja por medo, desconfiança em um resultado positivo, ou até mesmo vergonha...

    Desta forma, fica muito dificil à polícia realizar investigações ou mapear as ocorrências.

    Bom, ficava... Agora todos nós temos a oportunidade de cooperar com a segurança pública através do wikicrimes.org. Nele, os usuários podem cadastrar as ocorrências a que foram submetidos: furtos, roubos, sequestros relâmpago, etc... Basta acessar, escolher a cidade e clicar com o marcador correspondente ao delito, no ponto exato no mapa onde foi a ocorrência, e, pronto!

    Você também pode usar o wikicrimes para consultar a quantidade de ocorrências existentes no bairro ou região onde pretende ficar hospedado em férias com sua familia, por exemplo...

    Departamentos de polícia podem agora, ter acesso a um mapeamento dos crimes, só que agora feito pelas próprias vítimas. A veracidade dos dados é checada, o que minimiza os problemas com engraçadinhos, mas o fato é que só de ter um espaço onde as pessoas podem colaborar com a segurança já é excelente!

    Ah! Em breve, o wikicrimes irá enviar ao celular/GPS dos usuários cadastrados, mensagens de texto e rotas de fuga caso entrem em áreas de risco. Não é fantástico!

    Bom, compartilhe esta dica com seus contatos. É utilidade pública!

    abs

    http://www.wikicrimes.org/main.html

    terça-feira, 3 de novembro de 2009

    Criando conhecimento na empresa

    Olá!

    Uma dica interessante aos gestores para promover a criação constante de conhecimento na empresa:

    - Estimule a produção acadêmica corporativa:
    Se a organização é composta por pessoas, temos a conclusão de que um verdadeiro universo de possibilidades em relação à criação do conhecimento, ocorre todos os dias. As pessoas interagem, conversam, reagem, sentem e aprendem, fazendo o fluxo do saber percorrer os mais diversos caminhos corporativos.
    Desta forma, organize um grupo interno para frequentar um curso oficial (um MBA in company, por exemplo). Temos visto maior retorno, naqueles em que existe a co-participação entre colaborador e empresa no investimento, contudo, isto sempre depende do modelo cultural local. Oriente para que este grupo de formandos seja atuante e engajado no curso, indicando um rol de temas/assuntos que são estratégicos para o negócio da empresa.
    Faça com que este grupo seleto de executivos, investigue tendo necessariamente, a realidade da organização como pano de fundo para suas pesquisas e investigações, tendo sempre o cuidado para orientar e nunca bloquear a criatividade dos pesquisadores. Assim, a organização sempre terá um banco de dados de pesquisas e resultados, tendo a supervisão e orientação de uma instituição de ensino, sem contar o fato de que o conhecimento gerado pelos alunos, serve como insumo para novas pesquisas.
    É papel da liderança, promover o encontro entre a necessidade e o conhecimento, a fim de fomentar a inovação, o retorno e o uso do saber humano nas organizações.

    Abraços.

    terça-feira, 27 de outubro de 2009

    Compartilhar o conhecimento - reflexão

    Olá!

    Segue um trecho para nossa reflexão sobre compartilhar o conhecimento:

    Os talentos

    "Um homem que estava para viajar chamou seus servos e lhes confiou seus bens. Decidiu dar a cada um segundo a sua capacidade; por isso, a um dos servos ele deu cinco talentos, a outro deu dois e a outro apenas um. E partiu para sua viajem.
    O que havia recebido cinco talentos, foi logo negociar com aquele dinheiro e lucrou outros cinco. O que recebera dois, ganhou, do mesmo modo, mais dois talentos. Mas o que recebera apenas um talento, cavou um buraco na terra e ali escondeu o dinheiro que lhe fora confiado.
    Passado longo tempo, o senhor daqueles servos retornou e os chamou para a prestação de contas.
    Apresentou-se o que recebera cinco talentos, e entregou-lhe outros cinco dizendo:
    - Senhor, confiaste-me cinco talentos, eis aqui, outros cinco que ganhei.
    - Muito bem, servidor bom e fiel – respondeu-lhe o senhor – foste fiel no pouco então vou te dar poder sobre muitas coisas. Compartilha da alegria do teu senhor.
    O que recebera dois talentos aproximou-se também e disse:
    - Senhor, dois talentos me entregastes, aqui estão outros dois que ganhei.
    - Muito bem, servidor bom e fiel – respondeu-lhe o senhor – foste fiel no pouco então vou te dar poder sobre muitas coisas. Compartilha da alegria do teu senhor.
    Chegou no fim o que recebera só um talento e diz:
    - Senhor, sei que és um homem severo que ceifas onde não semeastes e colhe onde nada foi plantado, por isso tive medo e fui esconder na terra o talento que me confiaste, aqui os tens, devolvo o que te pertence.
    - Servo mau e preguiçoso – respondeu-lhe o senhor – se sabias que eu ceifo onde não semeei e colho onde não espalhei, devias ter aplicado o meu dinheiro nas mãos dos banqueiros, para que em meu regresso, eu recebesse com juros o que me pertence.
    E dirigindo-se aos empregados que estavam com ele naquele momento, ordenou:
    - Tirem o talento que está com ele para que seja dado ao quem dez, pois aos que têm será dado em abundância, enquanto ao que não têm, até mesmo o pouco lhe será tirado. E quanto a este servo inútil, lance no às trevas, onde haverá choro e ranger de dentes."

    (Adaptado de Mateus, cap. 25)


    Acho que podemos tirar mensagens legais para a Gestão do Conhecimento neste Evangelho. Forte abraço!

    sábado, 24 de outubro de 2009

    A Teoria das Inteligências Multiplas

    Olá!

    Um estudo muito interessante, realizado pelo prof. Howard Gardner, trouxe à luz alguns princípios que podem apoiar a criação do conhecimento. O material abaixo é parte dos meus registros pessoais que fiz ao ler sua obra. Segue para que possamos ter algumas análises sobre o conhecimento e a pessoa:


    A princípio sustava-se que os poderes do intelecto poderiam ser adequadamente avaliados por várias tarefas de discriminação sensorial – por exemplo a capacidade de distinguir luzes, pesos ou sons.
    Os testes de QI apresentam poder de previsão processo acadêmico, mas relativamente pouco poder preditivo fora do contexto escolar, especialmente quando fatores mais potentes quando os antecedentes sociais e econômicos são levados em consideração.

    Tipos de Inteligências:
    Inteligência Lingüística

    É uma forma auditivo-oral de inteligência;
    Capacidade lingüística de decodificação de mensagens;
    Embora as formas orais e escritas da linguagem se baseiem em algumas capacidades, habilidades adicionais específicas são necessárias nesse processo. O indivíduo deve aprender a apresentar aquele contexto na comunicação falada a partir de fontes não lingüísticas: gestos, tom de voz e situações adjacentes).
    Capacidade de usar a linguagem para convencer os outros indivíduos a respeito de um curso de ação.
    Os futuros escritores são os que a inteligência lingüística floresceu através do trabalho e talvez também através da sorte e do acaso genético.


    Inteligência Musical
    De todos os talentos com que os indivíduos podem ser dotados, nenhum surge mais cedo do que o talento musical.
    Criar e compreender significados através de sons.


    Inteligência Lógico-Matemática
    Não se origina na esfera “auditivo-oral”, esta forma de pensamento pode ser traçada em confronto com o mundo dos objetos.
    A capacidade de reunir objetos da mesma classe, serve como uma “manifestação pública” do conhecimento emergente da criança de que determinados objetos possuem propriedades comuns. Isto sinaliza, o reconhecimento de uma classe ou conjunto.
    Segundo Piaget, por volta dos seis ou sete anos, a criança chegou ao nível do jovem futuro matemático. Confrontada por dois conjuntos, ela pode contar, comparar os totais, separar e determinar qual têm maior quantidade. Já adquiriu uma razoável noção do que significa quantidade.
    Em suma, a base para todas as formas lógico-matemáticas de inteligências depende inicialmente do manuseio de objetos.
    Capacidade de reconhecer problemas significativos e resolvê-los.

    Inteligência Espacial
    Capacidade de perceber o mundo visual com precisão, efetuar transformações e modificações e ser capaz de recriar aspectos da experiência visual, mesmo na ausência de estímulos físicos relevantes.
    É extremamente útil nos dias de hoje, por exemplo, para um escultor ou um matemático especializado em topologia.

    Inteligência Corporal Cinestésica
    Indivíduos que desenvolvem domínio aguçado sobre os movimentos dos seus corpos, como dançarinos e nadadores, assim como os artesãos, jogadores e instrumentistas que são capazes de manipular objetos com refinamento.
    Papéis performáticos: a dança, o ator, o atleta, o inventor.


    Inteligências Pessoais
    A capacidade de conhecer-se de conhecer o ambiente.
    Intrapessoais e Interpessoais


    Devido à hereditariedade, treinamento precoce ou, com toda a probabilidade, interação constante entre estes fatores, alguns indivíduos desenvolverão determinadas inteligências muito mais do que outros; mas todo indivíduo normal deveria desenvolver cada inteligência até certa extensão, recebendo nada além que uma modesta oportunidade para fazê-lo.

    Inteligência é um conjunto de domínios de competência intelectual potencial que estão em posição de se desenvolver.

    GARDNER, Howard. Estruturas da Mente – A Teoria das Inteligências Múltiplas. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1994.

    quarta-feira, 14 de outubro de 2009

    O conhecimento em rede

    Compartilhar conhecimento, esse é o lema!

    Desta vez, quero levar à reflexão alguns pontos importantes sobre a criação de conhecimento. Há quanto tempo você compartilha o que sabe com os outros? Há quanto tempo você tem sido procurado como referência em assuntos estratégicos na empresa onde atua?
    Estas perguntas podem te ajudar a elucidar algumas dúvidas a respeito de sua visibilidade na organização onde trabalha atualmente. Na era do Conhecimento, viver é compartilhar! Isso mesmo! Compartilhar o que se sabe é, hoje em dia, condição de convivência, ou até de sobrevivência.
    Uma prova deste fenômeno é o advento das ferramentas Web 2.0 em nossos dias. As redes sociais tomam definitivamente o seu lugar, e expandem as fronteiras e proporcionam a oportunidade do conhecimento em rede.
    Liderar é inspirar pessoas à alta performance. Levar pessoas a um patamar que nem mesmo elas pensavam ser possível.
    Somando-se estes conceitos, eu formulo uma última pergunta: como você tem liderado sua vida e/ou das pessoas que trabalham contigo através da atitude de compartilhar conhecimento? Se ainda não sabe a resposta, sugiro começar a buscar sua network ideal.

    Abraços.

    terça-feira, 26 de maio de 2009

    A Perda de Conhecimento nas organizações

    Olá!Diariamente me deparo com pessoas com a mesma história: "o fulano saiu da empresa... e ninguém sabe fazer o que ele fazia!!...". Neste momento recorro a um aprendizado que tive: "Os feedbacks do universo...". Isso mesmo, o universo nos dá feedbacks constantemente! O grande Mestre já ensinou: "...quem tiver ouvidos para ouvir, que ouça!". As pessoas e as organizações preferem deixar perder a pessoa, para somente aí se dar conta da importância dos conhecimentos que ela deteve. Um importante desafio que temos é tentar colaborar para que o conhecimento se torne ativo da organização. Que todos possam ter acesso a este conhecimento. Para que todos, juntos, possam prosperar, pela troca de experiências, vivências, técnicas,... Agora, como fazer isso em um lugar em que o conhecimento é usado como poder? Existem pessoas que pensam tornarem-se insubstituíveis, somente detendo seu conhecimento em si mesmas, ou seja, não passam o que sabem, achando proteger-se... esta insegurança, com certeza é alimentada por gestores despreparados, que desestimulam a criatividade, não toleram erros, fogem das responsabilidades e, acima de tudo, agem como verdadeiros centralizadores de informação, servindo assim, de mau exemplo a tudo o que a nossa nova Cultura prega: respeito às idéias, à diversidade, ao desempenho superior... Lembre-se, compartilhar conhecimento é ser Pessoas, Serviço e Resultado!Assim, precisamos aprender a ouvir os feedbacks do universo. Preste atenção em tudo ao seu redor. A todos nós é oferecido a oportunidade de compartilhar o que sabe. Até porque, se você precisar alçar novos vôos um dia, possa deixar esta base de prosperidade que ajudou a construir aqui. Como é que você quer ser lembrado? Como alguém que sabia muito e que não sabia passar nada? Ou como alguém que sabia muito e deixou uma linda obra que todos querem estar perto dela? O conhecimento só é teu, quando você passa!Forte abraço.

    terça-feira, 9 de dezembro de 2008

    Era da Ignorância

    A evolução da humanidade acompanhando os ciclos da sociedade, desenvolve versões que refletem no desempenho humano. Saímos de uma sociedade agro-pastoril, para uma sociedade industrial. Em seguida, em meados da década de 90, adentramos a chamada Era da Informação. Onde estar informado, ou bem informado, era a bola da vez. Os meios de comunicação passaram a ter notoriedade e os holofotes. Ter domínio das tecnologias, acompanhar a velocidade das mudanças e estar "antenado" com o mundo globalizado, passou a ser critério de sobrevivência. Fomos bombardeados de informação, e, aos poucos, passamos a perguntar, que uso daremos a tudo isso? Em pouco tempo, vimos que o uso da informação, a informação útil, passa a ser fundamental. Nos deparamos com a Era do Conhecimento. Ter o conhecimento, produzir riquezas a partir da tangibilização do conhecimento, materializar o conhecimento, obter retorno a partir dele, passa a ser o target da gestão.E, neste momento, nos vemos atolados em tanta informação, através de tantos vetores, que passamos a questionar, mas será que tudo isso é verdade? Até que ponto a mídia pode estar influenciando no que lemos, vemos, ouvimos e temos? Até que ponto saber como ter é importante? Uma nova Era anuncia-se: a Era da Ignorância. A Educação, coloca-se como a grande mola propulsora cada vez mais importante neste contexto. Ensinar as pessoas a aprender a aprender, seria a forma mais eficaz de vencer este obstáculo.Pessoas mais críticas, que consigam discernir entre o certo e o errado, pessoas livres pelo conhecimento.Liberdade, conhecimento traz liberdade. Cogita-se que as empresas que vencerem na Era da ignorância, serão aquelas que conseguirão potencializar seu capital humano e intelectual a ponto de que todos possam contribuir com os seus Valores morais e intelecto.Aprender a aprender para vencer na Era da Ignorância. Conhecer-se, saber como transpor seus próprios limites, validar novos caminhos, seria este o papel inspirador da liderança, de dentro para fora, colocar o coração e o cérebro em sua plenitude. Construir o Ser Humano Integral.